segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Último Poema


Assim eu quereria o meu último poema.

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimasQue tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidosA paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


Manuel Bandeira



Tarde de Faxina!

3 comentários:

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Luísa,
Bandeira é poeta que amiúde desfraldo do meu peito também...
Convido-te a conhecer o CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos), onde não faltam homenagens e creio que você se reconhecerá n'algum post por lá...

Abraço mineiro,
Pedro Ramúcio.

Fabrício Massena disse...

É por demais sedutora... Me enche a imaginação, bela, vigorada, na atitude manda e ainda o desejo? terceirizar!

CASSIANE SCHMIDT disse...

Belo poema do Bandeira...